O pleito de 1960 no Paraná ocorreu em contexto agrário, contrastando com a urbanização nacional. A análise espacial evidencia a hegemonia de Jânio Quadros, vencedor na maioria dos municípios e em todas as frentes de ocupação (Tradicional, Norte e Sudoeste), favorecido pela dissidência do PTB local. Adhemar de Barros obteve vitórias pontuais na região Norte, reflexo da influência geopolítica paulista e de empresas colonizadoras, totalizando oito municípios. Henrique Lott não registrou maioria em nenhuma unidade, prejudicado pela fragmentação da base governista.
A geografia do voto indicou correlação entre votos inválidos (brancos e nulos) e baixas taxas de urbanização, sinalizando dificuldades no manuseio da cédula em áreas rurais. Observou-se variação entre o eleitorado cadastrado e o comparecimento efetivo, fenômeno associado à mobilidade demográfica das frentes pioneiras. Os dados confirmam a influência da configuração territorial nos resultados eleitorais.
O mapa categoriza os municípios pelo candidato vencedor. Jânio Quadros obteve maioria de votos na predominância das unidades territoriais, abrangendo as regiões Norte, Oeste, Sudoeste e o Paraná Tradicional. Adhemar de Barros venceu em oito municípios: Antonina, Joaquim Távora, Palmas, Porecatu, Santa Amélia, Santa Mariana, Santo Antônio da Platina e Siqueira Campos.
O mapa demonstra a distribuição dos votos de Jânio Quadros, que obteve 51,2% do total estadual. O candidato registrou índices entre 63,4% e 69,4% em municípios das regiões Sul, Oeste e Norte. Nos maiores colégios eleitorais (Curitiba, Londrina e Ponta Grossa), a votação superou os concorrentes.
O mapa espacializa os votos de Adhemar de Barros (PSP). O mapa apresenta a distribuição espacial dos votos de Adhemar de Barros (PSP). Os dados revelam uma concentração de votos na região Norte, alcançando percentuais entre 40,8% e 46,5% em cidades como Porecatu e Santo Antônio da Platina. Essa concentração é atribuída tanto à proximidade geográfica com o estado de São Paulo quanto à influência da atuação política do candidato naquela região.
O mapa apresenta a distribuição dos votos de Henrique Lott (PSD/PTB). O candidato não obteve maioria em nenhum município. Os maiores percentuais (31,3% a 35,6%) ocorreram em Porto Amazonas e Cândido de Abreu. As regiões Noroeste e Norte Central apresentaram os índices mais baixos (5,3% a 9,6%).
O mapa exibe a espacialização dos votos em branco. Os índices entre 15,8% e 19,1% concentraram-se na região Sudoeste. A região Norte apresentou os menores percentuais (2,4% a 5,7%). O artigo associa a ocorrência de votos em branco ao uso da cédula oficial e correlaciona os dados às taxas de urbanização.
Eleições Presidenciais de 1960 - Percentual de votos nulos
O mapa mostra a incidência de votos nulos. As menores taxas (1,2% a 2,3%) ocorreram nos principais centros urbanos, como Curitiba e Londrina. Os maiores índices (5,7% a 6,8%) situaram-se em municípios de menor porte populacional, como Goioerê e Abatiá.
Eleições Presidenciais de 1960 - Percentual do eleitorado por Frentes de Ocupação
O mapa apresenta a distribuição do eleitorado conforme as Frentes de Ocupação definidas por Brasil Pinheiro Machado . A região Norte concentrou 55,6% dos eleitores em 1960, reflexo da dinâmica populacional e das transformações socioeconômicas do período. O Paraná Tradicional deteve a segunda maior concentração. A região Sudoeste registrou 8,0% do eleitorado, dado atribuído ao processo de ocupação territorial mais recente no estado.
O mapa detalha o desempenho dos presidenciáveis por região de ocupação. Jânio Quadros obteve percentuais superiores a 55% nas três frentes, atingindo 58,4% no Sudoeste. Adhemar de Barros registrou seu maior índice na região Norte (28,5%) e o menor no Sudoeste (18,7%). Henrique Lott alcançou 22,9% no Sudoeste e 22,5% no Paraná Tradicional, com desempenho inferior no Norte (15%).
Eleições Presidenciais de 1960 - Percentual de votantes por Frentes de Ocupação
O mapa expõe a proporção de eleitores que efetivamente compareceram às urnas. A região Norte respondeu por 51,8% dos votantes estaduais. O Paraná Tradicional registrou 39,9% da participação efetiva, evidenciando peso eleitoral proporcionalmente superior à sua representatividade no cadastro geral de eleitores. O Sudoeste participou com 8,3% do total de votos depositados.
O mapa classifica os municípios segundo o quantitativo de eleitores aptos. Curitiba constituiu a única unidade com eleitorado superior a 50.000 inscritos. O estrato entre 20.001 e 50.000 abrangeu Ponta Grossa, Londrina e Maringá. A faixa de 10.001 a 20.000 incluiu polos regionais como Francisco Beltrão, Guarapuava e Apucarana.
O mapa apresenta a distribuição dos eleitores que efetivamente compareceram às urnas. A comparação com o cadastro revela alteração de faixas de tamanho. Maringá deslocou-se do estrato de 20.001 a 50.000 para o de 10.001 a 20.000 votantes. Municípios como Paranavaí e Apucarana regrediram para a faixa de 5.001 a 10.000.
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